Cursos On Line


Aprendizagem por Competências – Estratégias didáticas que estimulam o protagonismo

Profª Joyce Souza


25 de Julho de 2020
Das 14h às 16h


O maior desafio educacional da atualidade é o desenvolvimento de estratégias didáticas que possibilitem o desenvolvimento de competências e habilidades que contribuam para a formação de cidadãos com proatividade para trabalhar em grupo, resolver problemas, e gerir situações de conflito com segurança e empatia.

O modelo tradicional de ensino que surgiu na Europa no século XVIII foi efetivo naquele momento para a finalidade pretendida. Com o advento da evolução tecnológica e aparecimento das mídias digitais observa-se a necessidade de metodologias de ensino que ofereçam ao estudante a oportunidade da investigação de situações simuladas ou reais a fim de garantir pragmatismo no processo de aprendizagem (PERRENOUD, 2000).

Então o que há de errado com a aula expositiva? É uma excelente técnica de ensino e uma péssima estratégia de aprendizagem (CAMARGO, 2018). Muitas literaturas de teóricos da área educacional ainda apresentam o termo ensino-aprendizagem grafadas através de hífen, o que sugere uma relação de dependência entre as duas situações, no entanto, é fato que a aprendizagem pode ocorrer sem que haja um ensinante, assim como esta pode ser um fracasso ainda que o educador utilize das tecnologias educacionais mais modernas (PRADO, 2011).

Este curso tem como meta suscitar e fomentar questões relacionadas ao cenário educacional atual através de reflexões sobre a prática docente.

Objetivos

– Refletir sobre a importância da metodologia ativa no contexto do século XXI.
– Analisar o emprego dos verbos de comando;
– Conhecer novas estratégias de aprendizagem;

Conteúdo

Metodologias ativas.


Metodologia

1⁰ MOMENTO (10 minutos): Apresentação da formadora, apresentação do tema da conversa e levantamento das concepções prévias de cada professor através da evocação de uma palavra acerca do termo “metodologias ativas”

Recursos: as palavras deverão ser encaminhadas através do chat no aplicativo ZOOM.

2⁰ MOMENTO (5 minutos): Vídeo para contextualizar as atuais demandas do século XXI.

3⁰ MOMENTO (20 minutos): Questões sobre currículo para reflexão em grupo:

1) Como é elaborado o planejamento anual, atualmente? As estratégias utilizadas para a elaboração do planejamento colaboram para a formação integral do estudante mencionada na BNCC, ou seja, caminham para o desenvolvimento das aprendizagens essenciais?
2) Como a avaliação é tratada? É avaliada sob a ótica de um processo e com vistas para um atendimento personalizado do estudante?
3) Existem mecanismos para articulação entre as experiências vivenciadas na Educação Infantil e as propostas para o desenvolvimento do aluno nos anos subsequentes do Ensino Fundamental – Anos Iniciais?
4) Quais as características das propostas desenvolvidas para a aprendizagem dos estudantes? Que tipo de estratégias são empregadas para promover a aprendizagem?

4⁰ MOMENTO (50 minutos): Apresentação da proposta de formação. Os cursistas serão organizados em grupos de maneira aleatória. Cada grupo receberá uma situação problema para a qual deverá propor soluções observando os seguintes aspectos:

Como o profissional envolvido no caso deveria proceder?
De que maneira os métodos de aula baseados na instrução podem contribuir para a solução do problema?
O processo de avaliação é um fator determinante para a resolução do problema?
Quais recursos são necessários para o profissional resolver a situação apresentada?

GRUPO 1: Henrique tem dificuldades na escola, especificamente em matemática. Todos os dias a professora se posta diante da turma e leciona conforme o currículo escolar. Para tanto, recorre à tecnologia mais recente. Até usa um quadro branco interativo, que deveria atrair a atenção de todas as crianças e cativá-las para aprendizagem. O problema de Henrique é que, para ele, a professora fala muito rápido e ele não consegue tomar notas com a mesma velocidade. Mas, mesmo quando faz algumas anotações e as transcreve no caderno, não compreende o que significam. Em casa, ao fazer os trabalhos escolares, continua com problemas, porque o que anotou durante a aula não o ajuda muito nas tarefas. Assim, Henrique tem poucas opções: chegar à escola mais cedo e pedir ajuda à professora, telefonar para um amigo na esperança de que ele tenha compreendido o que a professora disse, copiar o dever de casa de um colega, ou simplesmente desistir.

GRUPO 2: Júlia é atleta e treina ginástica olímpica. Também é uma aluna cuidadosa que sempre se esforça para fazer o melhor possível. Infelizmente, tem problema na aula de ciências, a última do dia todos os dias. Geralmente, precisa sair da escola mais cedo para participar dos jogos e atividades, e, por isso, perde muitas aulas. Ela bem que tenta acompanhar a turma, mas não consegue, por causa de suas frequentes faltas. Às vezes chega mais cedo e se encontra com o professor antes do começo da aula, mas ele está frequentemente muito ocupado para lhe ensinar pessoalmente tudo o que ela perdeu.

GRUPO 3: Helena é uma estudante que apresenta uma rotina de estudos. Está no quarto ano do Ensino Fundamental I e desde que entrou na escola vem correspondendo às expectativas dos professores, cumprindo todas as exigências, não importa quão rigorosas, para conseguir boas notas. Na verdade, ela nunca apreende os principais conceitos. Sempre recebe notas satisfatórias em todas as disciplinas – não porque tenha demonstrado compreensão, mas sim porque satisfez os critérios, encaixou-se nos padrões e acertou os gabaritos. Essas notas não refletem com exatidão o que ela de fato aprendeu. Helena está sendo muito mal servida pela escola.

GRUPO 4: Pedro é um aluno que apresenta muitas dificuldades na interação com os colegas. Tem excelente rendimento escolar, mas quando a proposta envolve apresentação de trabalhos que exigem exposição oral, normalmente ele se recusa a fazer porque é muito tímido. Em sala de aula não costuma questionar o professor com relação às dúvidas que eventualmente costuma apresentar, e quando o faz é sempre no final da aula quando todos os colegas da sala já foram embora. Os amigos já não notam mais a presença do Pedro em sala de aula e evitam qualquer aproximação já que o próprio estudante tem o hábito de sentar na primeira carteira, ao lado da parede localizada próxima à porta. Quando Pedro termina suas atividades, ao invés de buscar estratégias para interagir com os colegas da turma, costuma pegar livros ou gibis para leitura.

GRUPO 5: Laura é uma estudante extremamente esforçada. Cumpre com todos os compromissos escolares, tem uma rotina de estudos, mas não consegue atingir os objetivos dos instrumentos avaliativos propostos pelos professores que normalmente, em sua maioria, costuma ser uma prova, ora dissertativa, ora objetiva. Suas notas são muito baixas e evidenciam a dificuldade que ela apresenta em todas as disciplinas do quadro curricular. Ao final de cada bimestre a aluna costuma fazer a recuperação bimestral: uma prova com os conteúdos que foram contemplados no bimestre e mesmo assim apresenta notas que estão aquém daquilo que se espera.

Recursos: organização aleatória de grupos oferecido pelo aplicativo ZOOM para interação entre os cursistas.

5⁰ MOMENTO (35 minutos): Considerações sobre tópicos que norteiam o planejamento de estratégias alinhadas ao conceito de metodologias ativas.


Critérios de Avaliação

Observação do envolvimento dos professores nas atividades propostas (escrita e oral).
Relatório de observação (por equipes)

Público alvo: Professores, gestores educacionais e simpatizantes
Local: Curso on-line pela plataforma Zoom


Referências Bibliográficas

BACICH, L., & MORÁN, J. (2018). Metodologias ativas para uma educação inovadora. Porto Alegre: Penso.
BERGMANN, J., & SAMS, A. (2018). Sala de aula invertida: uma metodologia ativa de aprendizagem. Rio de Janeiro: LTC.
CAMARGO, F., & DAROS, T. (2018). A sala de aula inovadora. Porto Alegre: Penso.
HADJI, C. (2001). Avaliação desmistificada. Porto Alegre: Artmed.
MORÁN, J. M. (16 de abril de 2016). Metodologias ativas. Fonte: https://www.youtube.com/watch?v=9m-wf2qHSOo.
PERRENOUD, P. (2000). Dez novas competências para ensinar. Porto Alegre: Artmed.



Joyce Cristina de Souza é formada em Magistério, Bacharel em Química (UniFACCAMP), com curso de extensão Dificuldades de aprendizagem em Química (USP). É Professora de Química nas escolas Prof. Luiz Rosa e Degraus, em Jundiaí (SP). Professora de Metodologia Científica e de Escritório de Projetos na Escola Prof. Luiz Rosa. Atuou no Ensino Fundamental nas redes municipais de Jundiaí e Louveira. Foi premiada na FEBRACE, MOSTRATEC e 3M do Brasil. Atua com formação de professore pelo Instituto Formar para a FTD e para a Escola Prof. Luiz Rosa.






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